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Saúde da Mulher


Saúde da Mulher 

De uma forma geral, as mulheres cuidam da saúde com uma frequência maior que os homens, mas com a correria do dia a dia alguns cuidados acabam passando despercebidos. Adotar hábitos simples, como manter uma alimentação equilibrada e fazer check-ups preventivos são essenciais para manter a saúde, principalmente quando se trata de cuidados íntimos.

Para isso, preparamos um material que irá ajudar a conhecer as principais doenças, sintomas e tratamentos do universo íntimo da mulher. Confira:

Ovários Policísticos

A síndrome de ovários policísticos é caracterizada pela menstruação irregular, pela presença de pequenos cistos nos ovários e também por uma alta produção de testosterona, um hormônio masculino.

Os sintomas podem ser notados com a falta de ovulação e outros sinais, como:

- Atrasos na menstruação;
- Aparecimento de Acnes;
- Obesidade;
- Aumento nos pelos do rosto, seios e abdômen.

O diagnóstico pode ser feito através de exames clínicos, laboratoriais e ultrassom ginecológico.

O tratamento é designado para cada tipo de diagnóstico. Os principais são:

- Anticoncepcionais orais;
- Dietas e prática de atividades físicas;
- Indução da ovulação (para os casos em que a paciente pretende engravidar);
- Procedimento cirúrgico;
- Antidiabetogênicos orais (tratamento feito por meio de medicamentos para diabetes).

 


 


Endometriose

A Endometriose ocorre quando há presença do tecido do endométrio fora da cavidade uterina, atingindo outros órgãos da pelve, como ovários, intestinos, trompas e bexiga.

A doença acomete mulheres a partir da primeira menstruação e os sintomas principais são dor e infertilidade:

- Pode se apresentar em cólicas menstruais intensas e dor durante a menstruação;
- Dor crônica na região pélvica;
- Dor durante as relações sexuais;
- Dor pré-menstrual;
- Fadiga;
- Dificuldade para engravidar;
- Sangramento menstrual intenso e irregular.

O diagnóstico pode ser feito por meio de exames físicos, ultrassom endovaginal especializado e exames laboratoriais.

O tratamento pode ser medicamentoso ou cirúrgico, mas não existe cura permanente para a doença. O tratamento permite aliviar a dor e amenizar outros sintomas, além de possibilitar a gravidez.

Se a doença for diagnosticada ainda em seu início, o tratamento torna-se mais efetivo no alívio dos sintomas. Por isso, é importante consultar sempre seu ginecologista.

Menopausa

A Menopausa é o período que se inicia após a última menstruação da mulher, onde os ciclos menstruais e a ovulação são encerrados. Nessa fase, que antecede a Menopausa, chamada de Climatério, é natural que a mulher menstrue novamente. É a passagem da fase reprodutiva para a não reprodutiva, onde o organismo deixa de produzir, aos poucos, os hormônios progesterona e estrogênio. Esse estágio costuma se apresentar entre os 45 e 55 anos de idade da mulher.

Os primeiros sinais do Climatério são:

- Ausência da menstruação;
- Ondas de calor;
- Ressecamento vaginal;
- Osteoporose;
- Perda de desejo sexual;
- Suores noturnos;
- Insônia;
- Depressão;
- Alterações na distribuição da gordura corporal.

Mais do que nunca, durante esta fase é importantíssimo que a mulher faça consultas regulares ao ginecologista e busque outros especialistas, como o cardiologista, por exemplo, pois a redução do metabolismo pode gerar ganho de peso, aumentando o nível de colesterol e da pressão arterial.

Não há uma idade exata para a Menopausa aparecer, mas a mulher pode ficar atenta aos sintomas que indicam o Climatério. A Menopausa também pode ser diagnosticada através de exames clínicos, como mamografia, ultrassom e papanicolau.

A Menopausa pode ser tratada com terapia de reposição hormonal, que repõe os hormônios estrogênio e progesterona no organismo, amenizando os sintomas. Os primeiros resultados do tratamento costumam aparecer após um mês.

 HPV

O Huma Papiloma Virus é uma infecção transmitida sexualmente (DST). O vírus se instala na pele e nas mucosas, como vagina, vulva, colo de útero e pênis.

Sua transmissão pode ocorrer após ato sexual sem uso de preservativo e de mãe para o filho, durante o parto.

Apesar de ser controlado, não há cura para o HPV, que, quando não é tratado corretamente, torna-se a principal causa do câncer de colo do útero e de garganta.

Os sintomas variam muito, partindo desde o aparecimento de verrugas genitais à sensação de queimação, dor e sangramento.

O vírus pode ser diagnosticado através de exames ginecológicos laboratoriais, como o papanicolau e a colposcopia. Sua prevenção pode ser feita por meio de:

- Uso de preservativo masculino para todos os tipos de relações sexuais;
- Uso de preservativo feminino;
- Vacina quadrivalente (previne contra o HPV 6, 11, 16 e 18) ou bivalente (contra o HPV 16 e 18);
- Evitar consumo excessivo de álcool;
- Evitar o tabagismo;
- Rotina do exame preventivo.


Seu tratamento varia de acordo com a idade do paciente e com o número de lesões e onde estão alocadas, podendo ser:


- Criocirurgia (que congela e destrói o tecido anormal);
- Laser;
- Ácido tricloro acético;
- Cirurgia de alta frequência;
- Medicamentoso;
- Conização.

Ao contrário do que se pensa, o HPV não contraindica uma gravidez. Com o tratamento correto, a mulher pode seguir uma gestação tranquila e segura, mas existe a possibilidade do vírus ser transmitido para a criança durante o parto, por isso a importância do tratamento correto.

 

Fonte:
Matéria aprovada pelo Coordenador de Conteúdo


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